sábado, 12 de fevereiro de 2011
À felicidade
Há no meu caminho tanta coisa que me chama atenção.
Há tantos caminhos.
Há sonhos de cera e as vezes um sol tão quente para derretê-los.
O sol às vezes some por detráz de tanta coisa que eu construo a minha frente.
Às vezes ele se ergue onipresente, e eu não sou capaz de enxergar mais nada além do sol.
Eu caminho em sua direção, sem ao menos poder ver os meus pés, e seguro de que é o melhor caminho, eu piso em toda ilusão que eu construí.
Eu caminho em sua direção quando posso vê-lo.
Sei que nunca vou alcançá-lo, mas sei também que às vezes ele me alcança.
Mãe
Hoje eu apontei uma falha sua. Eu não pude evitar ao ver você vangloriar-se de algo que eu não concordava. A verdade é que eu a entendo, e que é uma tolice discutirmos a causa se eu já sei qual foi. Muitas vezes eu falhei também por não dizer que a amo por pura covardia. Que mal isto poderia me causar? A que ridículo eu penso estar me expondo? É por te amar que dou tanta importância ao que diz e espero que possamos juntos corrigir com este amor as nossas falhas. Não há nada tão impecável quanto a mudança.
domingo, 30 de janeiro de 2011
Reflexo
E aí, como você se sente agora?
E aquilo tudo que você pensou que fosse fazê-lo feliz
Toda aquela idéia, toda essa admiração
Toda a fantasia que lhe ofereceram bem na hora em que precisava
Onde está ela agora?
Omitiram algumas cláusulas do contrato
Enganaram-no
E agora?
Venderam a você um milagre
Um sucesso imediato e gigantesco
Empurraram-lhe goela a baixo
Cubos de injúrias que fizeram parecer elogios
E os vértices lhe cortaram a garganta
Mas ainda assim, não conseguiu compreender
Não o culpo, era ainda mais tolo do que é hoje
E mesmo se soubesse que estava sendo oprimido
Não faria nada
Talvez postasse num blog alguma coisa
E ninguém compreenderia dos poucos que dariam atenção
Mas sentiriam pena
Bem diferente do que achou que fosse...
Já não reúne forças pra se olhar nos olhos
Já não sabe onde ir
Só fica remoendo as coisas do passado
O que as pessoas que nunca se importaram
Fizeram você viver
E olhe para si
Vestindo a fantasia de pobre coitado
Em plena idade de fazer e acontecer
Querendo que, por pena, alguém lhe dê atenção
Isto não cola
Todos com um pouco de atenção vêem
Que o que lhe falta é habilidade com a vida
Devia ter nojo destas sobrancelhas altas
De quem vive um sofrimento eterno
Porque são culpa sua, da sua inércia
Da sua vontade de não ser compreendido
Da sua necessidade de achar o porque de não estar mudando
Sei que é cômodo fechar-se em si e impedir que o mundo o veja
Mas ele o procura, em todos os cantos
Um dia ele acha você sujo e podre de sofrimento
Ele não vai sentir pena, ele vai cobrar tudo o que lhe deu
E que você não soube usar
Que você comprou sonhos dos outros
E agora se esconde com eles achando que são seus.
Olhe para mim
Eu sou tudo isso que você não quer
Eu sou tudo isso que você não entende
Eu sou a sua unica posse
Por enquanto.
Olhe para mim
Está aqui a sua salvação
Está aqui a chave para a porta do mundo
Dê esta cara para bater
Dê a outra face
E sorria quando finalmente o mundo o fizer entender
Que eu sou você.
Teddy baixo astral: Ep. 4

E então, Teddy? Denovo imerso nos seus pensamentos?
- Sim, penso que ainda tenho a vantagem de conseguir pensar...
É sem dúvida um tremendo atributo, mas o que tem tomado o seu tempo?
- Uma linha incrível, que vai de cima para baixo, fazendo ondinhas de tamanhos diferentes, sem ter fim.
E esta "linha" tem chamado tanto a sua atenção?
- É curioso, mas ela se desenha num fundo repleto de cores e imagens que se misturam e camuflam o contorno da linha.
E o que vem estampado neste fundo tão psicodélico, Teddy?
- Não faço idéia do que seja este psi... mas quando a linha sobe, é como se as imagens no fundo se iluminassem e as cores ficassem cada vez mais nítidas, até o topo da onda. Mas quando ela desce, fica cada vez mais sombria, cinzenta até o vale mais fundo de penumbra total.
Você certamente é capaz de extrair algum significado desta obra prima que se desenha na sua mente, não é, Teddy?
- Sei lá, o que eu sei é que quando as coisas vão ficando mais sem cor, é melhor mudar de onda antes que a vida fique cinza.
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