Como eu previa, comento novamente a Obra Prima Elephant Gun. Desde o último comentário, esta música do Beirut evoluiu de "música legal" para "Obra Prima". Isto porque ela não tocou apenas a mim, mas desde sua exibição na microssérie Capitu da TV Globo, ela tem encatado muita gente como fez comigo.
Em princípio, ao analizar a letra, parece meio anárquica, deseja-se derrubar o "Grande-chefe" com uma arma usualmente de caça, a Elephant Gun, para iniciar a festa, mas o verdadeiro significado disso tudo não me importa, como já disse, o importante é como cada um recebe a música, e um sentimento é comum: a nostalgia!
Apreciem:
If I was young, I'd flee this town
I'd bury my dreams underground
As did I, we drink to die, we drink tonight
Far from home, elephant gun
Let's take them down one by one
We'll lay it down, it's not been found, it's not around
Let the seasons begin - it rolls right on
Let the seasons begin - take the big king down
Let the seasons begin - it rolls right on
Let the seasons begin - take the big king down
And it rips through the silence of our camp at night
And it rips through the night
And it rips through the silence of our camp at night
And it rips through the silence, all that is left is all that i hide
A banda toca uma mistura de folk com música balcânica e cigana. Este instrumento da introdução deve ser o tal do Ukelele, que eu desconhecia.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Aprendizado

Algo estranho no ser humano, e de um modo tão peculiar, é o aprendizado. Suponho que todos os animais aprendam, mesmo que haja uma predisposição genética e evolucionista àquilo. Uma borboleta "recém-metamorfizada" não voa com a mesma graça que uma perto do fim da sua breve vida, assim como uma águia, em queda livre no penhasco, não sai desta condição com a mesma facilidade que sua mãe sairia, e para que isso aconteça, a mãe-águia joga seu filhote penhasco abaixo com a finalidade dele aprender a voar.
Nós não somos jogados penhasco abaixo, mas escola adentro, de uma forma às vezes monitorada de perto pelos nossos genitores, às vezes deixada ao sabor dos nossos mestres. Até então, aprendemos muita coisa: a chorar para mamar, a cuidar das nossas coisas, entre outras. Os nossos professores ensinam uma porção de coisas novas daí para frente, os nossos pais outra porção e da nossa interação com estes ambientes e com o resto do mundo, outra porção.
Até certo ponto da vida, buscamos formar a nossa personalidade com tropeços e trapalhadas que tendem a nos envergonhar no futuro, mesmo que neguemos desnecessariamente. Em outro ponto, tentamos impor ao resto do mundo, o nosso jeito de ser, o nosso grupo social e as nossas ideologias. Derrotados, cedemos ao mundo as nossas escolhas profissionais, o nossas alianças interpessoais e as rédeas do nosso futuro, buscando o que nos frustre menos.
Daí em diante, não me arrisco a comentar porque não vivi, mas saliento como precisamos aprender coisas novas e desaprender outras várias, ou até aprender de outro jeito o que torna peculiar o nosso aprendizado. Como o modo em que nos formamos nos atrapalha ou ajuda na quebra de paradigmas e como os nossos pais e professores interferem nisso tudo. Nunca antes tive tantos sonhos, e nunca houve entre eles tantos sonhos novos e principalmente, nunca tive tantos planos "Bs" para a minha vida. As vezes (quase sempre) quero retornar ao início da vida, e fazer de um outro jeito, "se eu soubesse disso antes"... Mas me basta refletir um pouco para notar que qualquer escolha é entrelaçada com dificuldades e prazeres e que eu não seria mais feliz com elas.
Exercito todos os dias a quebra de paradigmas, e isso pode ser tão difícil quanto doído, mas o resultado compensa o esforço. Tudo pode ser visto de outra forma, e o sucesso, a alegria, a satisfação dependem disso. O que eu julgava "falta de personalidade", "princípios fracos" hoje chamo de maleabilidade, de inteligência e de quebra de paradigmas.
A cada conhecimento adiquirido, a conclusão final sempre começa com "Sob este ponto de vista...", e muitas vezes eu noto que eu sabia como aquilo tudo funcionava, só não analizei direito, por estar tomado dos meus valores e certezas algumas vezes infundadas. Queria, como Oswald de Andrade, ver com os olhos limpos, mas é impossível! Contento-me, ao menos, em ver com os olhos abertos e focados.
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Engenhocas do tráfico
Não que seja minha programação favorita, mas esta noite, assistindo àquela programação sensacionalista e trágica das 19h (Brasil urgente, Cidade Alerta, estas coisas) eu me encantei, pela segunda vez, com a inventividade de certos traficantes.Há algum tempo que eu sei que celulares são, ou eram, introjetados nos órgãos sexuais, ânus, ou qualquer orífício do corpo em que o aparelho caiba, fato este que levou às pessoas "de bem" que visitam as penitenciárias passarem por uma situação no mínimo desconfortável para evitar o acesso dos detentos ao celular.
A partir daí, desenvolveram outras "técnicas" para dar aos presos acesso a isso, entre elas eu destaco a "macarronada 3G", o "bolo bluetooth" e a "pipa da portabilidade". São alguns dos "ingênuos" esconderijos que mentes maliciosas arquitetaram para o dispositivo, um mais improvável que o outro.
O mais improvável, e o primeiro a me surpreender, foi o uso da primeira ferramenta de troca de mensagens entre os seres humanos: o pombo correio! É curioso na mesma medida que improvável que um pobre pombo sobrevôe a cidade não para espalhar cartas de amor, titica ou piolho, mas aparelhos celulares. Espero que as corujas não tenham a mesma "sorte" dos pombos! Já pensou se um mal-intencionado que assistiu Harry Potter resolve usar uma "coruja-correio!". Já imaginou a pobre Edwirges sobrevoando Azkaban para entregar um Aparelho Celular. Nem o mais inventivo, do mais inventivo, do mais inventivo dos Caetanos Velosos poderia imaginar!
Outra coisa que costuma surpreender é como se transporta drogas: em barrigas de falsas-grávidas, em objetos de porcelana, no estômado, em santos (do pau o
co, muito manjada!), em forros de automóveis, e agora, nas cebolas! Para não citar mais umas centenas de maneiras conhecidas... Como será que funciona a cabeça de um traficante? Será que em qualquer coisa que não seja maciça eles pensam "aqui cabe 100g, alí cabe 15g só!". Isso dá a idéia de um bom presente de dia dos pais aos seus filhos: é só encomendar um pombo e duas cebolas que eles ficam satisfeitos.
co, muito manjada!), em forros de automóveis, e agora, nas cebolas! Para não citar mais umas centenas de maneiras conhecidas... Como será que funciona a cabeça de um traficante? Será que em qualquer coisa que não seja maciça eles pensam "aqui cabe 100g, alí cabe 15g só!". Isso dá a idéia de um bom presente de dia dos pais aos seus filhos: é só encomendar um pombo e duas cebolas que eles ficam satisfeitos.Depois de ver tanta criatividade, tanta engenharia canalizadas para um fim tão deplorável, troquei a minha indignação pelo deboche do crime organizado. Há até turista colombiano fazendo estágio no Rio! Somos referência em matéria de tráfico... Deus me ajude, porque eu não consigo ser indiferente a isso!
Diferenças?
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