De certa forma, tenho medo de olhar para fora. Tenho medo de ver tudo que compõe o mundo em partes, não como um todo. Me fecho em mim querendo explicar e embasar as minhas teses, para eu não ficar louco.
Uma hora o mundo me chama, noutra me grita, noutra me puxa num movimento atroz arrastando minha cara sobre ele. Eu já não me vejo mais, já não sou capaz de elaborar uma teoria consistente. A verdade é que nestes instantes não sou capaz de mais nada. Não sei se existo, não sei se sou ali um mero pano de fundo para as coisas acontecerem. No mundo, as coisas acontecem, e esta é a única coisa que eu não posso mudar, no entanto, fico estático.
Meus olhos não me encontram, meus pensamentos se desencontram e como se esta fosse a única palavra que eu soubesse, pergunto-me porquê.
Quando eu me esqueço de mim eu sou uma espoja, não só pela primariedade desta taxonomia animal, mas e principalmente por me deixar ser invadido em cada superficie sensível por aquele jorro de informações avassalador. Não tenho mais problemas. Quando começo a me organizar, sou uma dúvida tão fndamental que começa parecer egoísta sofrer de tudo que eu sofro.
A serventia da casa é o que me põe próximo do mundo, ou simplesmente me lembra que eu sou só um pequeno pedaço dele insubstituível, ainda que completamente dispensável. Vou para casa limpo de mim, e impregnado do mundo, tingido de rua, de vento, de chuva, de doença, de guerra, de pobreza, de festa e de tudo que me suja de novo quando eu tento organizar. Suja-me de uma sensação de insignificância reveladora que vem manchando a minha alma de dúvidas existenciais. Então percebo que está na hora de me virar do avesso, e lavar no mundo toda a minha tristeza. Perco tanta coisa que penei para construir, mas que de tanta não tem nada. Sofro, porque lavar-me dói, machuca mas transforma.
O mundo tem a causa e cura à dor do indivíduo.
sábado, 31 de outubro de 2009
Marieta manda um beijo especial
É assim, com as pessoas que mais estimo
Ela estava tão imersa nos seus cachos
Que Roberto nenhum estimaria com precisão
Quantas histórias haviam ali para contar
Mas quando dali saía um sorriso
dependurado na ponta do nariz
Vinha como uma onda de entusiasmo
Como uma espécie de vigor
Como uma dose diária de um antibiótico
Como um tratamento imprescindível
Resguardava a ternura das mulheres
Na força de uma amazona
Lutando por si e por todos
Era inevitável querer vê-la
Pedir a sua franca opinião
De quem sabe do que está falando
De quem diz o que pensa
Não por te amar menos
Mas por te amar mesmo
Quando estava mal, fazia do dia uma pena
Já quando pendurava na ponta do nariz
Um sorriso despretencioso
Era como uma onda de vigor
Por aí, seus cachos lhe dão aos pulos
a alcunha de menina dos cachos
Por aqui, dão-lhe a força de propulsão
que vem como uma onda de vigor
Por lá, devem ornar as histórias de Robertos
Caetanos, Renatos, Guilhermes
Ou de quem teve a sorte de experimentar
Um pequeno canto esquecido do seu peito
Uma amostra singela do seu afeto
Uma traquilidade certa da sua proteção
Um pedaço cacheado do seu coração
Não há reta até ela, não que seja torta
Seu mapa é escrito em círculos concêntricos
Que se afunilam num beco sem saída
Ou se há saída, trata-se de esquecer
Ninguém quer sair dela afinal
Todos querem se encher dela
E há sempre uma espacinho reservado
Que cabe uma onda de vigor
Uns cachos quase controlados
E um sorriso pendurado na ponta do nariz
Com S, com Z, com todo o alfabeto
E até com todos os alfabetos
Não escreveria com os devidos léxicos
o inebriamento completo da sua presença
Luisa, isto não é um poema
Isto é um prego que bato entre seus olhos
Fincado no meio do seu rosto
Perdido entre seus cachos
pra pendurar na ponta do seu nariz
Um sorriso de que eu tenho saudade
Ela estava tão imersa nos seus cachos
Que Roberto nenhum estimaria com precisão
Quantas histórias haviam ali para contar
Mas quando dali saía um sorriso
dependurado na ponta do nariz
Vinha como uma onda de entusiasmo
Como uma espécie de vigor
Como uma dose diária de um antibiótico
Como um tratamento imprescindível
Resguardava a ternura das mulheres
Na força de uma amazona
Lutando por si e por todos
Era inevitável querer vê-la
Pedir a sua franca opinião
De quem sabe do que está falando
De quem diz o que pensa
Não por te amar menos
Mas por te amar mesmo
Quando estava mal, fazia do dia uma pena
Já quando pendurava na ponta do nariz
Um sorriso despretencioso
Era como uma onda de vigor
Por aí, seus cachos lhe dão aos pulos
a alcunha de menina dos cachos
Por aqui, dão-lhe a força de propulsão
que vem como uma onda de vigor
Por lá, devem ornar as histórias de Robertos
Caetanos, Renatos, Guilhermes
Ou de quem teve a sorte de experimentar
Um pequeno canto esquecido do seu peito
Uma amostra singela do seu afeto
Uma traquilidade certa da sua proteção
Um pedaço cacheado do seu coração
Não há reta até ela, não que seja torta
Seu mapa é escrito em círculos concêntricos
Que se afunilam num beco sem saída
Ou se há saída, trata-se de esquecer
Ninguém quer sair dela afinal
Todos querem se encher dela
E há sempre uma espacinho reservado
Que cabe uma onda de vigor
Uns cachos quase controlados
E um sorriso pendurado na ponta do nariz
Com S, com Z, com todo o alfabeto
E até com todos os alfabetos
Não escreveria com os devidos léxicos
o inebriamento completo da sua presença
Luisa, isto não é um poema
Isto é um prego que bato entre seus olhos
Fincado no meio do seu rosto
Perdido entre seus cachos
pra pendurar na ponta do seu nariz
Um sorriso de que eu tenho saudade
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Piruetas
Me espanta o fato do cara não ter rompido a coluna uma hora!
Acho que esta é uma vídeo cassetada em potencial. Infelismente, ficou surpreendente
Twitter: meu perfil
http://twitter.com/GuiManDam
Tentando entender a finalidade do "microblog".
Quase sempre frases bestas, mas que entretem.
Um monitoramento da vida alheia com seu consentimento.
Tentando entender a finalidade do "microblog".
Quase sempre frases bestas, mas que entretem.
Um monitoramento da vida alheia com seu consentimento.
Insoniazinha
Enquanto não durmo vou rimando
Ocasionalmente me preocupando
Com a hora de deixar de rimar
Hora essa que vem muito tarde
Quando o amanhã condena o corpo a se cansar
Não sei se rimo bem ou rimo mal
Não li Camões para rima como tal
Deve ser infantil pra beijara a prô
Deve ser simples como um forró vulgar
Deve ser ungênuo como um circuladô
Não sou bom com estas rimas retas
Regulares, rígidas, precisas, concretas
Não faço repente com o som do povo
Vez ou outra invento uma rima nova
Vez ou outra a uuso denovo
Parece-me ridículo, tosco e dispensável
Mas é o que risca o lápis, nçao sou responsável
Ttalvez o sejam os limites da minha mente
Que só ambiciona escrever umas rimas
Que não incomodem o ouvido da gente
Daqui mais quatro deixo de lado a rima
E também termino o texto para manter o clima
De trovinha besta que só foi decorada
As custas de ameaças e má vontade
Para homenagear a pátria um dia amada
Ocasionalmente me preocupando
Com a hora de deixar de rimar
Hora essa que vem muito tarde
Quando o amanhã condena o corpo a se cansar
Não sei se rimo bem ou rimo mal
Não li Camões para rima como tal
Deve ser infantil pra beijara a prô
Deve ser simples como um forró vulgar
Deve ser ungênuo como um circuladô
Não sou bom com estas rimas retas
Regulares, rígidas, precisas, concretas
Não faço repente com o som do povo
Vez ou outra invento uma rima nova
Vez ou outra a uuso denovo
Parece-me ridículo, tosco e dispensável
Mas é o que risca o lápis, nçao sou responsável
Ttalvez o sejam os limites da minha mente
Que só ambiciona escrever umas rimas
Que não incomodem o ouvido da gente
Daqui mais quatro deixo de lado a rima
E também termino o texto para manter o clima
De trovinha besta que só foi decorada
As custas de ameaças e má vontade
Para homenagear a pátria um dia amada
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